Pablo, do Qual é a Música, morre aos 60 anos
Publicado Diário FMem 19/08/2026
O Carlos Cesare, conhecido por interpretar um dos “Pablos” no programa “Qual é a Música?”, apresentado por Silvio Santos, morreu aos 60 anos em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O artista faleceu no último fim de semana, e o velório e o enterro foram realizados na segunda-feira (17/08). A causa da morte não foi oficialmente divulgada.
Segundo uma publicação na página oficial do espetáculo apresentado por Carlos foram constatadas congestão e edema pulmonares, além de falência cardíaca. O velório ocorreu na Urbam, enquanto o sepultamento foi realizado no Cemitério Centro, em São José dos Campos.
Trajetória no teatro e na televisão
Carlos Cesare iniciou a carreira artística em 1986, quando começou a atuar no teatro como o personagem Palhaço Cotonete. No mesmo ano, passou a participar do programa “Qual é a Música?”, do SBT, como dublador de um dos personagens chamados “Pablo”. A participação na atração apresentada por Silvio Santos se estendeu até 1990.
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Ao longo da carreira, o artista transitou por diferentes áreas. Além de ator, trabalhou como autor, diretor, artista plástico, bonequeiro, figurinista, locutor e professor. Carlos também era formado em Artes Visuais pela Univap.
‘Armazém do Eugênio’
Em 2003, Carlos criou o espetáculo “Armazém do Eugênio”, projeto que marcou parte de sua trajetória artística. A peça voltou a ser apresentada em 2023, em São José dos Campos, em parceria com Gustavo Delfino.
No ano seguinte, o artista participou de uma edição do Clubinho de Leitura do Parque Vicentina Aranha, também em São José dos Campos, aproximando seu trabalho do público infantil e das atividades culturais realizadas no espaço.
Artista deixa legado na cultura
O Parque Vicentina Aranha lamentou a morte de Carlos e destacou a contribuição do artista para a cultura local. Em nota, o espaço afirmou que ele levou “arte, alegria e sensibilidade” a diferentes lugares da cidade, incluindo apresentações no próprio parque que reuniram crianças e adultos.
A instituição também manifestou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de profissão, ressaltando que o sorriso, a arte e as lembranças deixadas por Carlos permanecerão entre aqueles que conviveram com ele.
A Fundação Cultural Cassiano Ricardo também prestou homenagem ao artista e ressaltou o legado deixado por ele para a cultura de São José dos Campos. Carlos integrava o projeto Arte nas Ruas, por meio do qual realizava apresentações em diferentes pontos do município.