Entenda a acusação de estupro contra Otávio Mesquita

Publicado em 29/03/2025

Após a reabertura do caso no qual a ex-assistente de palco do programa “The Noite”, Juliana Oliveira, acusa o apresentador Otávio Mesquita de estupro, muitas dúvidas surgiram entre os internautas.

Juliana protocolou uma representação criminal no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o apresentador com a acusação de estupro, que teria ocorrido durante gravação do programa apresentado por Danilo Gentili em abril de 2016. De acordo com a denúncia, o episódio está registrado em vídeo disponível no YouTube.

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Nas imagens, é possível ver Mesquita chegando ao palco de ponta-cabeça, pendurado por um cabo de aço, e em seguida tocando os seios de Juliana. Quando ela tenta retirar os equipamentos de segurança do apresentador, ele a segura e simula movimentos sexuais.

O advogado Hédio Silva, que representa Juliana, afirmou que havia um combinado prévio de que Mesquita entraria pendurado e Juliana o auxiliaria, mas sem qualquer contato físico.

“Ele apalpa as nádegas, os seios, simula o ato. Nos primeiros segundos, ele desfere tapa, chutes… Quando volta ao palco, a expressão de descontentamento… O Danilo Gentili chega a falar ‘a Ju está com cara de que não está curtindo, mas ela gosta'”, relatou Silva.

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O advogado descreveu sua reação ao assistir ao vídeo: “Eu fiquei estupefato. Como alguém grava um vídeo daquele jeito? É um sentimento de impunidade. Ele aproxima as partes íntimas da boca dela, joga a Juliana no sofá… Quase quatro minutos de agressão. Ela reage, dá tapa, chuta, protesta”.

Crime é configurado como estupro

Silva destacou que sua cliente foi alvo de atos libidinosos sem consentimento, o que configura estupro segundo a jurisprudência atual, mesmo sem penetração.

“A lei passou por reformulação em 2009. O judiciário tem reconhecido o estupro mesmo quando a pessoa não toca na vítima, por exemplo”, explicou.

Sobre o tempo decorrido entre o incidente e a denúncia, a defesa argumenta que cada pessoa tem um período diferente para processar e denunciar abusos, o que é reconhecido pelas cortes de Justiça.

Segundo o advogado, Juliana tentou buscar apoio do SBT no último trimestre de 2024, mas não obteve a resposta esperada. “Isso adoece a pessoa. E entra o componente racial, a ideia de que o corpo da mulher é público”, acrescentou.

Após a abertura da representação no MP-SP, a defesa de Juliana espera que o órgão proponha uma ação penal. “Nem precisa de investigação. Está tudo registrado no vídeo”, concluiu o advogado.

Relembre o momento da agressão (conteúdo sensível):


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