Estudantes de comunidades rurais de Barcarena visitam Museu Goeldi
Publicado Diário FMem 02/10/2026
Mais de 30 crianças de comunidades rurais de Barcarena visitaram o Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, na última quarta-feira (29) e tiveram o primeiro contato com espécies da fauna e da flora amazônicas.
Para muitas delas, a experiência foi inédita e marcante. Os alunos vieram das comunidades de Acuí, Ilha São João e Canaã, além de Vila do Conde e do bairro Industrial.
“Eu nunca tinha visto uma arara-azul e fiquei encantada”, disse Daila Viegas, de 9 anos, uma das participantes do grupo. O relato resume o impacto da visita para estudantes que começaram a ter acesso a espaços científicos e culturais fora de suas comunidades.
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No percurso pelo museu, eles aprenderam sobre biodiversidade, conservação de ecossistemas e a importância da preservação ambiental. Assim, conteúdos vistos em sala de aula se tornaram experiências concretas.
Agatha Silva, também de 9 anos, já havia visitado o Goeldi anteriormente. Contudo, desta vez a experiência ganhou outro sentido.
“Me explicaram sobre os animais e as plantas, o que deixou tudo melhor. Conheci outras coisas no museu e vim com meus amigos”, contou a estudante.
A professora Maria Andreia dos Santos, que acompanhou o grupo, destacou o valor educativo da iniciativa.
“É muito especial ver as crianças da nossa comunidade tendo a oportunidade de conhecer um espaço como o Museu Goeldi. Espero que essa experiência plante em cada uma delas uma sementinha de preservação ambiental”, afirmou.
A visita faz parte das iniciativas sociais da Artemyn, empresa que atua no beneficiamento de caulim em Barcarena, por meio do programa de reforço escolar.
A parceria com o Museu Goeldi amplia esse trabalho e aproxima os estudantes da ciência amazônica. Dessa forma, a iniciativa estimula a curiosidade, a consciência ambiental e o sentimento de pertencimento à Amazônia.
“Decidimos trazer as crianças para que elas possam aprender além da escola e de suas comunidades, vivenciar nossas culturas e histórias e conhecer de perto um local que conversa diretamente com a ciência e o meio ambiente”, explicou a analista de relações com as comunidades da Artemyn, Flávia Souza.
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Ao longo da visita, os estudantes ainda exploraram as exposições permanentes do museu e observaram animais silvestres da região que vivem no espaço de preservação do Goeldi. Os destaques da programação incluíram:
- Observação de animais silvestres amazônicos;
- Exposições sobre ecossistemas regionais;
- Explicações sobre biodiversidade e conservação.